Ave_rara

Thursday, March 30, 2006

Muitas vezes não procuramos razões para fazer o que fazemos, mas desculpas.
(Somerset Maugham)
E se...

E se de repente pudessemos começar a dizer a toda a gente o que sentimos e pensamos sobre elas?? Não seriamos mais felizes....ou como tudo na vida depois de se poder fazer deixasse de ter graça?

Não sei mas gostava de poder experimentar um dia....

Wednesday, March 29, 2006

«Quando a tua vida parece um caos e as 24 horas por dia parecem não chegar, lembra-te do pote de vidro e do café.Na sala de aula, o professor estava de pé com alguns objectos em cima da secretária.Quando a aula começou ele, calado, pegou num frasco grande de vidro, vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe.Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.Todos responderam que sim.O professor então pegou num saco de feijões secos e, ao chocalhar o frasco, estes iam entrando para os buracos vazios entre as bolas de golfe.Quando não cabiam mais, ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.Todos responderam que sim.Neste ponto, o professor despejou um saco de areia para dentro do frasco.Como é óbvio, a areia ocupou todo o espaço restante do frasco.Quando não cabia mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.Todos responderam que sim.Foi então que o professor agarrou em dois copos de café e os entornou lá para dentro.Agora sim, não havia mais espaço.Os alunos desataram a rir !!!"Agora," disse o professor enquanto as gargalhadas ainda se ouviam, "eu quero que vocês reconheçam que este frasco representa a organização da vossa vida"."As bolas de golfe são as coisas mais importantes: a família; a saúde; os amigos e tudo o que vos é mais querido, de modo a que se tudo na vida desaparecesse e só ficassem elas, a vossa vida continuava cheia!""Os feijões são as outras coisas importantes da vida: o trabalho; casa; o carro...""As areias são todas as restantes pequenas coisas.""Se encherem primeiro o frasco com a areia, já não há espaço para o feijão nem para as bolas de golfe.""O mesmo se passa com a vida.""Se gastarem todo o tempo e toda a vossa energia com as pequenas coisas nunca vão ter espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para vocês.""Tomem conta das vossas bolas de golfe primeiro, das coisas que têm mesmo importância.""Tenham prioridades. Para o resto vai sempre haver espaço.""Não encham o vosso frasco primeiro com a areia, pois as bolas de Golfe não vão caber no fim."Um aluno perguntou:- E o café é o quê ?- Ainda bem que perguntas. Eu ia agora mesmo dizer-vos:É que mesmo quando sentem que a vossa vida está cheia, há sempre espaço para beber um café com um amigo.»
Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.
(Agatha Christie)
Estou melhor....

Hoje estou melhor, doi me menos o orgulho confesso, no ultimo dia que aqui escrevi, fui me muito abaixo, existem situações que por uma razão ou outra nos tocam no calcanhar de aquiles, e a do meu pai é definitivamente uma delas.

Levantei me a horas hoje, fiz 10 min de bicicleta (comprei a ontem), tomei um duche e lá fui para mais um dia de trabalho, hoje infelizmente foi calmo, (trabalho na area de restauração e bar) , e numa area como a minha é mau sinal se é um dia calmo, mas enfim adiante, tive tempo para por ordem no armazem e arrumar uma outra coisa que não estava no sitio, mas tudo com calma sem stresses.

Não sei qual irá ser a minha relação com o blog, mas de uma coisa eu tenho a certeza, é que é libertador chegar aqui e teclar, ás vezes sem qualquer nexo, ou ordem, mas isso não intressa nada,nem é essa aminha intenção porque para ter essa logica e nexo já bastam as 24 horas do dia em que tenho que manter e fazer parte de uma sociedade cheia de regras e leis. Aqui não há leis nem regras. Só limites.


ave rara

Monday, March 27, 2006

O tempo que nos resta

De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas
e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos.
Que não será aqui a nossa festa.

De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos.
De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos.
A solidão deixou de ser um nome apenas.
Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói.
Dói tanto!

E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor,
e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma.
Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade.
Falamos e sabemos que não somos nós quem fala.
Já não acreditamos naquilo que todos dizem.
Os jornais caem-nos das mãos.
Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.

Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos.
Como os outros.
Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente.
Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco.
Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante
onde temos uma herança de nobreza a receber.

O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa.
Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.

E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado.
Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído,
uma vontade grande de não mais ter medo,
o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda.
E perguntar o caminho.

Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos,
de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos.
E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos.
As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo.
Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.

E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas
que fizemos e tínhamos tentado esquecer.
São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras,
que se agitam numa dança animalesca.
Não as queremos, mas estão cá dentro.
São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece,
mas sabemos que também isso é um ponto da viagem
e que não nos podemos deter aí.

Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas.
Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início.
Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate.
Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir...
Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons.
De complicar a vida.
De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais.
Até que doa tudo.

Não queremos perder nem mais uma gota de alegria,
nem mais um fio de sol na alma,
nem mais um instante do tempo que nos resta.

Paulo Geraldo
Daqueles dias...


Hoje assustei me comigo mesmo, fui me abaixo e dei comigo a pensar em 1001 disparates...
Foi uma segunda feira assustadora que me pareceu não ter fim, irrita me que uma pessoa que já me fez tanto mal ( a mim e a todos os que me rodeiam), ainda me consiga destabilizar desta maneira,mas o que me irrita mesmo, sou eu mesma, como é que eu me deixo ir abaixo desta maneira, hoje chorei convulsivamente, não tenho pudor em escreve lo, e foi tipo a libertação, tinha mesmo que chorar, a pessoa que me destabiliza desta maneira é alguem a quem eu chamo de pai, e que apesar de não morar na mesma casa que eu há mais de 20 anos e de ter sido um pai ausente entre coisas, quando o vejo sinto qualquer coisa, que bom que era eu não sentir nada, ou melhor eu não sentir...ponto final, se não sentisse nada, tambem não sentia o sentir, e a a vida era tão melhor, sei que o que me liga a ele não são laços de afectos, porque esses não podem existir, esses sinto os com os meus subrinhos e com os que me são queridos, com ele só poderá ser laços de sangue e esses por muito que faça vão existir sempre... estou irritada, mas cima de tudo triste... comigo mesmo.... não sei que fazer... ou sentir....
Depois existem sempre os danos colaterais destes desabamentos todos, eu sei que não tem culpa, mas enfim não consigo evitar, nestes dias o melhor mesmo é não falarem comigo, nem sequer olharem para mim... porque nem eu propria me suporto... que nervos... hoje é daqueles dias que deviam ser apagados...
Hoje, foi assim, e amanha?
Espero que esteja sol, e que tenha conseguido dormir como deve ser... porque se não, vai ser outro dia....


ave rara

Friday, March 24, 2006

200km á hora, foi assim que me senti hoje, desde que me levantei ás 8 e 30 da manha, até agora 5 da manha, altura em que cheguei a casa e pude finalmente descansar.
Confesso que hoje estiquei a corda ao limite, uma pessoa não é de ferro, e eu concerteza tambem não o sou.
De manha foi acordar (já atrasada), tomar um duche, vestir me e correr para o comboio (hoje fui para cascais de taxi,é um luxo ao qual me dou á sexta e á segunda feira), apanhei o das nove e 33 min, o que não foi nada cedo, cheguei a lisboa e foi tentar orientar (no meio de tudo isto, já tinha feito o almoço, para servir) tudo de maneira a conseguir estar de novo em cascais ás cinco, para conseguir chegar a horas, ao teatro das minhas duas caganitas (subrinhotas), (tenho seis sobrinhos no total, a setima nasce daqui a tres semanas, se Deus quiser) , depois de quase por os clientes na rua, lá fui eu a galgar a rua do alecrim toda, para conseguir apanhar o comboio das quatro, já no comboio relaxei, comecei a ler um livro "começo de mim", não é nada de especial, lê se...cinco horas, já estava na escola, 5 e 45 acabou o teatro, gostei muito afinal, estavam lá elas (são gemeas), fui até casa da minha irmã, ainda lhe dei banho ás tres, (tem mais uma mana com 11 meses), vesti lhes o pijaminha, e lá vou eu outra vez para lisboa de comboio, chego as 8 e 15 e começo de novo a trabalhar, até há 1 hora atras (são agora 5 e 20 da manha)... por isto tudo, hoje confesso... estou de rastos, já ultrapassei o cansaço, sinto me verdadeiramente em velocidade cruzeiro... sinto, que não sinto nada...

Espero e desejo que amanha seja mais calmo, ou pelo menos, menos stressant...



fiquem bem

ave rara

Thursday, March 23, 2006

Prometi te que só te queria amar ontem
Perdoa me enganei te e enganei me
Deixa me amar te mais uma vez hoje
Deixa me recordar o cheiro
O aroma
A pele
Deixa me recordar o amor
Deixa me recordar a sensação de te ter perto
Deixa me recordar a sensação de te ter comigo
Deixa me recordar como é bom sentir te
Encostado a mim
Deixa me recordar como é bom amar
Deixa me amar te hoje
Deixa me imortalizar esse momento
Em que és meu
Em que sou tua
Deixa me…
Deixa me pensar que és meu…
Ontem…
Hoje…
E para sempre…
" lenda da Fênix
Conta a lenda que a ave era constiuída de fogo e vivia por vários séculos. No fim de sua existência, o grande pássaro queimava em uma pira de ervas mágicas e logo depois renascia das próprias cinzas, sendo então considerada um ser eterno. Essa propriedade mística tornou-a símbolo da imortalidade da alma e também dos anos, que morrem e renascem a cada 365 dias. "

Não, não sou eterna, mas tenho a certeza de uma coisa há cerca de dois anos renasci, não das cinzas mas de mim mesma, mudei em muitas coisas, mas agora ao fim de dois anos, parece que tenho que renascer outra vez, sinto me mecanizada, robotizada,hoje foi mais um dia igual aos outros. Amanha tambem irá ser. Se não igual parecido... e , entramos e mais um fim de semana, com a esperança de que vá ser diferente. Pode ser que seja!

Ave rara

Wednesday, March 22, 2006

Amar é…

Amar é…
Sentir
Sentir é amar
Amo te…
Porque te sinto
Sinto te
Porque te amo

Quando te olho choro
Numa felicidade
Que não consigo esconder
Porque te consigo sentir
Assim…
Tão perto de mim

Amar é…
Sentir
Sentir é amar
Amo te…
Porque te sinto
Sinto te
Porque te amo
Amo te…
Porque sim!


ave rara...renascida
Não sei o que é que vou esperar deste blogue se vai ser uma coisa com principio, meio e fim, ou se não terá fim.
Não sei se virei cá todos os dias...
Não sei o que cá contarei...
Não sei...
Não sei se cá venho só teclar as minhas neuras, ou se tambem cá virei contar as alegrias...
Não sei se cá virei contar segredos, ou somente os meus medos...

Como quando mudamos de casa, espero aos pouquinhos ir arrumando a casa ao meu gosto, ir contando e ir conhecendo "gente", não sou nova nestas andanças, de nets e afins, mas sou nova nestas andanças de blogues. Vamos ver no que isto dá.

Hoje e porque temos que começar por algum lado foi mais um dia complicado, muito trabalho e muito cansaço. Alias são assim os meus dias e este foi mais um deles, sem sal nem pimenta, ensonso como tantos outros.

Um até já

ave rara