Ave_rara

Wednesday, April 26, 2006

continuo enamorada, como da primeira vez.... e sim existe amor como o primeiro....


ave rara

Sunday, April 23, 2006

Sem querer

Sem querer sentir
sentiste-o
Sem querer ser
Foste- o
Sem querer chorar
Choraste
Sem querer rir
Riste
Sem querer amar
Amaste

Sem querer

Porque no amor
não se quer
porque no amor
Não se manda

Porque no amor
Não existe cabeça
Não existe razão
Não existe bom senso
não existe consenso

Porque no amor
Não se pensa
Porque no amor
Só se sente...
Sem cabeça
Sem razão
Sem querer
Só...
Só com o coração

Só com o coração
Se ama
Só com o coração
Se ama
Com exaustão
Só com o coração
Se diz sim
Quando se quer dizer não...

Porque não amor
Não se manda....

Porque no amor....

Saturday, April 22, 2006

Hoje....

Hoje estou feliz... fui tia mais uma vez... para quem me conhece sabe o quanto significa...

Tudo muda...
tudo muda
quando deixa
de haver compasso
quando a vida marca passo

tudo muda...
tudo muda
quando nasce
alguem que nos troca
o compasso
nos troca o passo
quando passa
a haver no compasso
o compasso do bater
do coração...
tudo muda
quando
ficamos a bater
o compasso
o compasso da paixão
de mais uma
longa e eterna paixão.




Foste a sétima...mas o compasso do meu coração, mudou... mais uma vez... amo te F. da mesma maneira que amo o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto e agora tu...Não consigo explicar....

Estou feliz........



ave rara

Sunday, April 16, 2006

Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.

Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.

Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.

(Ary dos Santos in Original é o Poeta)

Saturday, April 15, 2006

Só existe na vida um amor
Onde não se sente dor
É aquele amor
Em que não se ama com verdade
Em que não se ama de verdade
É aquele amor
Onde não entra a palavra
Sinceridade
É aquele amor
Onde não se sente saudade
É aquele amor
Que deixa no ar
Vontade de voltar a amar

Voltar a amar
Com verdade
Voltar a amar
De verdade
Voltar a amar
Com sinceridade
Voltar a amar
Com saudade
Voltar a amar
Em toda a plenitude
Toda a grandeza
Da palavra…
Amor…
Sou feliz….

Não me considero nem de perto nem de longe sisuda, ou mal encarada, sou simpática, (modéstia a dela pensarão alguns) ás vezes até bem disposta, mas só me sinto realmente feliz, quando estou junto dos meus sobrinhos, já tenho 6 no total (a sétima deverá nascer por estes dias), e sou completamente babada, ainda não sou mãe, aliás nem sei se algum dia o serei, mas acho que o amor que tenho por eles e eles por mim é algo de muito forte, sei que por eles faria qualquer coisa, sei que por eles choro, rio, e sei que com eles atinjo facilmente um nível de felicidade que me preenche.
Hoje tive cá dois dos meus sobrinhotes, uma de 14 anos e outro de 10 anos. Não estava com eles assim há já algum tempo, ora por causa do trabalho, ora por eles não poderem, enfim uma série de contra tempos, mas estiveram cá hoje, jantaram comigo e depois do jantar dei por mim a chorar de tanto rir, agora que se foram embora, pergunto me porque? Porque é que com eles eu consigo ser assim, simples porque com eles eu não tenho que ser mais do que uma tia babada, derretida, divertida, porreira, brincalhona, porque com eles a minha responsabilidade é muito pouca, e porque eles pedem pouco de mim, pedem me que seja a tia Maria e nada mais. Porque quando estou com eles mais nada importa, nada nem ninguém,,, e os problemas, esses vão se esquecendo em cada gargalhada que dou…
Gosto de toda a minha família, tenho perfeita noção de que não é perfeita, eu também não o sou, mas os meus sobrinhos são o meu refúgio, o meu balão de oxigénio, sem eles fico sem ar…

Uma Páscoa feliz!

Ave rara

Tuesday, April 11, 2006

Confiança

"O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova..."

Miguel Torga
Porquê?

Porque é que não me entendem, não conseguem ver aquilo que vejo, porque é que é tão dificil aos outros entenderem que ás vezes a pressão é demasiada, porquê?
A resposta até é simples, e tem a ver com o egoismo e egocentrismo que muitas pessoas tem. Sei que é mais fácil deitarmo nos com a sensação de que não podemos fazer nada,do que com a sensação de que se quisessemos poderiamos dar a volta á situação, bastava algum trabalho, eu tenho que me deitar com a sensação que tenho na mão o mundo, não o meu que esse já fugiu, mas o mundo dos outros.... não não sou especial, ou seja eu não quero ser espcial, não quero ter respnsabilidades, não quero ter que mandar, não quero ter que dizer sim, não ou talvez, não quero ter que dizer como se faz, não quero.... não quero, quero gritar bem alto, que quero ter aos 25 a vida que não tive aos 17, 18.... sei que não posso, mas queria.... será que ninguem entende? Será assim tão dificil, que ao fim de um dia de trabalho, me queira deitar e descansar... de todas as reponsabilidades que não são só minhas... será egoismo? Não creio, acho que é mais uma questão de sobrevivencia... enfim... hoje estou assim... amanha estarei melhor... espero....


Hoje fui passear para os lados onde trabalho, chiado... fui ver pessoas, sitios, lugares, diferentes... um balão de óxigenio confesso, depois de um dia atolhada em contas para a contabilista, entre tachos e panelas...soube me bem apanhar o sol de fim da tarde no chiado, desci no mt estoril e vim até cascais a pé o cheiro a mar... foi bom confesso, foi uma festa na alma....


ave rara

Sunday, April 09, 2006

Apetece te chorar?
Limpa as lágrimas
Deixa as secar ao luar...
Em noites que se veja a lua
Nessas noites
Deixa as lágrimas secarem...
Nessas noites
Em que sintas
Que vale a pena
Que não tenhas pena
De as derramares
Nessas noites
Em que te apetecer chorar
Não chores
Não dês essa satisfação
Não chores sem razão
Não lhe dês a mão
Nessas noites
Não chores por ti
Nessas noites
Chora por ele
Porque ele
Já não te tem a ti...

Saturday, April 08, 2006

Cheguei á cerca de uma hora a casa, estive a trabalhar, estou cansada, confesso... mas....e existe sempre um mas em tudo, mas (passo a redundancia) estou acima de tudo zangada comigo mesma! Quando é que eu me vou conseguir deixar ser feliz? Quando é que alguem me fará saltar para a frente? Eu dou dois passos para a frente dou tres para trás.... sinceramente não sei, tenho que começar a arranjar tempo fisico e psicologico, para começar a pensar em mim.
Por 1001 razões sobre mim cairam uma data de responsabilidades que deviam ser partilhadas, e existem alturas em que eu queria que não fosse assim, que não fosse eu a ter a responsabilidade toda sozinha, a serio não me mata, mas consome me!
Não sei estou cá para ver até onde a corda estica... quando achar que não dá mais largo a ... antes que ela parta, porque a corda parte sempre para o lado do mais fraco.

Não sei....


ave rara
Sonhos, quem não os tem? Ou não os teve?

Sonho" Conjunto de ideias e de imagens que prespassam no espírito durante o sono, fantasia, ilusão, devaneio"·Afinal o que é um sonho, algo meramente figurativo? Motor da vida? Ou nada disso?·Sim é verdade, o meu sonho quando tinha 10 anos era diferente, daquele que tenho agora, serei menos feliz por isso? Será que somos menos felizes por irmos deixando para trás os nossos sonhos de meninice, e irmos adaptando (mesmo que de uma forma inconsciente) os nossos sonhos á nossa capacidade de concretização dos mesmos, numa tentativa de não nos sentirmos falhados?
Poucas pessoas serão capazes de largar os seus "pseudo sonhos", construídos em alicerces de ambição, de leis ditadas por uma sociedade hipócrita e fingida, para irem á busca não de um sonho material, mas DO sonho, do sonho que sempre tiveram e que por uma série de obstáculos não o conseguiram concretizar, por isso acomodaram se e construíram um sonho, de mentira. Serão as pessoas mais felizes, aquelas que largam tudo para ir atrás do sonho? Sem pensarem nos prós e nos contras que isso poderá trazer?São no concerteza, nem que seja quando daqui a 30 anos olharem para o passado e conseguirem ter a consciência tranquila, em como não perderam a vida em futilidades, terão nessa altura uma paz interior, muito maior que qualquer um de nós, que deixámos os nossos verdadeiros sonhos escritos naquelas folhas da primária, onde nos perguntavam:" O que queres ser quando for grande?". Por isso não concordo com a definição do dicionário, um sonho não é uma ilusão, ou um devaneio, um sonho é uma forma de vida, porque podemos viver um sonho na vida, ou podemos tornar a vida num sonho... mas isso começa certamente na tal composição: "o que queres ser quando fores grande?"·Não os sonhos não passam de validade, o que passam são as mentalidades

Friday, April 07, 2006

"Não podemos dirigir o vento... Mas podemos ajustar as velas."

(Autor desconhecido)


Pelo menos ás vezes pensamos que sim...


Vou me agora deitar, que estou cansada....

Thursday, April 06, 2006

E se o dia fosse infinto?
E se o choro não existisse?
E se a dor não existisse?
E se a angustia não existisse?
E se a inquietude não existisse?

E a vida? Onde fica ela no meio disto tudo?
Fica na infinitude de um dia
Fica numa lágrima derramada
Fica numa dor sentida
Fica numa angustia ancorada
Fica numa inquietude vivida...
A vida fica presa nestas pequenas grandes coisas...

Quero viver no infinito de um dia, quero chorar, quero sentir a dor, quero me ancorar, quero me inquietar, quero viver na vida, com tudo e para tudo...


ave rara

Monday, April 03, 2006

A mais pura alegria é aquela que gozamos no tempo da inocência; estado venturoso, em que nada distinguimos pela razão, mas pelo instinto; e em que nada considera a razão, mas sim a natureza. Então circula veloz o nosso sangue, e os humores que num mundo novo, e resumido, apenas têm tomado os seus primeiros movimentos. Os humores são os que produzem as nossas alegrias; e com efeito não há alegria sem grande movimento; por isso vemos, que a tristeza nos abate, e a alegria nos move; o sossego ainda que indique contentamento, contudo mais é representação da morte que da vida; e a tranquilidade pode dar descanso, porém alegria não a dá sempre. Mas como pode deixar de ser pura a alegria dos primeiros anos, se ainda então a vaidade não domina em nós? Então só sentimos o bem, e o mal, que resulta da dor, ou do prazer; depois também sentimos o mal, e o bem da opinião, isto é, da vaidade; por isso muitas cousas nos alegram, que tomadas em si mesmas, não têm mais bem, que aquele com que a vaidade as considera; e outras também nos entristecem, que tomadas só por si, não têm outro mal, que aquele que a mesma vaidade lhes supõe. A vaidade naturaliza em nós as opiniões do mundo; e de tal sorte, que o conceito, que formamos das cousas, por mais que nos seja indiferente, ou incerto, sempre faz em nós uma verdadeira impressão de alegria, ou de tristeza.
Tudo o que sabemos, é como por tradição; porque sucessivamente imos deixando uns aos outros as inteligências, em que se fundam as nossas vaidades, e as imos passando como de mão em mão; as que recebemos dos que já vieram, essas mesmas havemos de deixar aos que hão-de vir; é uma herança, que se distribui igualmente a todos, e que todos largam, e entregam na mesma forma que recebem; por isso as ideias novas reputam-se como partos ilegítimos, e supostos, porque lhes falta a autoridade do tempo, que as devia autenticar. Tudo envelhece no mundo, e a velhice em tudo imprime um carácter venerável; a antiguidade enobrece as vaidades, e opiniões, e destas as modernas são menos singulares, porque têm a desgraça de começar: daqui vem que não temos alegria, senão enquanto não temos vaidade, e não temos vaidade, senão enquanto não temos ciência dela. A entrada na vida é inocente, por isso então é pura a alegria; a continuação da mesma vida é vaidosa, por isso a alegria então é imperfeita. Nos primeiros anos vemos as cousas como elas são, depois vemo-las, como os homens querem, que elas sejam; em um tempo a alegria só depende de nós: depois também depende dos outros; naquela a alegria vem de uma natureza ainda ignorante, e sem vaidade; depois procede de uma natureza já instruída, e por consequência vaidosa. Que cousa é a ciência humana, senão uma humana vaidade? Quem nos dera, que assim como há arte para saber, a houvesse também para ignorar; e que assim como há estudo, que nos ensina a lembrar, o houvesse também, que nos ensinasse a esquecer.

Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'
"um beijo, dorme bem...m(...)." significara algo? Não sei mas sinto algo que não sentia há já quase tres anos, aliás já nem sei bem, porque a partir de uma certa altura deixei de contar o tempo, só o consigo situar agora quando começo a ler cartas e mensagens que julguei não mais mexer lhes, mas que volta e meia lá lhes pego,para me lembrar que já fui feliz.
Não é tristeza, não! isso garanto a mim propria, é saudade que é bem diferente... não das coisas más, mas saudades das coisas boas.
Bem gostava de ter respostas, mas realmente não as tenho... gostava de poder dizer que sim, que vou saltar do abismo e esperar que alguem me apanhe e me poise lentamente no chão, gostava de dizer que sim, mas não me quero magoar mais uma vez, e acho que prefiro subir o abismo devagarinho, em vez de o descer muito depressa...
Realmente como é que é possivel que alguem nos aprisione tanto e tanto tempo... será amor? não acho, acho que é mais a angustia,a dor e acima de tudo e falo agora por mim,a falta de amor proprio, quando nos começamos a questionar a nós proprios, quando carregamos nos ombros a culpa e a responsabilidade que devia ser dividida pelos dois, porque como em tudo a culpa não pode morrer sozinha e neste caso até poderá ter havido amor, mas esse não dura para sempre e um dia temos que dizer basta, temos que deixar esse amor, para nos começarmos antes de mais a amar nos a nós proprios.
Fiz o meu periodo de luto, agora acho que chega, não vou andar á procura, mas tambem não vou estar eternamente fechada para balanço, pelo menos assim espero e quero neste momento.
Quero ser feliz, e a felicidade para mim é a soma de vários factores e na minha vida a equação está quase completa, só faltam algumas somas e alguns expoentes... um deles é o amor proprio e mais alguma coisa...

ave rara

Saturday, April 01, 2006

E se de repente o céu deixasse de ser cinzento?



Bom domingo

ave rara
Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei com o que o passado fez de mim.(autor desconhecido)
Ontem foi um dia de muito trabalho, cheguei cansada e adormeci em menos de 2 minutos. Mas ontem confesso que não foi um dia normal, alguem que me diz qualquer coisa chegou de ferias na terça feira e ontem foi me visitar, não sei o que fazer, se hei de dar o primeiro passo, ou esperar que ele o dê... hoje se ele lá voltar encararei isso como sim, e se calhar dou eu o primeiro passo, porque eu acho sinceramente que ele já o deu ontem, mas eu com as 1001 barreiras insuportaveis que levanto para mim mesma e para os que me querem bem ninguem consegue passar por elas...nem eu propria....


bom sábado, que daqui a nada volto a trabalhar

ave rara